segunda-feira, 8 de março de 2010

Um louco de boa memória (Pensamento)

Era uma noite linda! O sol brilhava na terra, e as
estrelas cintilavam em volta do sol.

Sentado de pé numa pedra de pau, um mudo sozinho
falava: "Mil vezes que a morte me leve, do que perder
a vida; eu gosto tanto de viver, que às vezes tenho
vontade de me matar".

Longe dali, perto de um bosque sem árvores,
passarinhos pastavam alegremente pelo campo, enquanto
que as vacas saltavam de galho em galho, e o elefante
descansava debaixo de um pé de alface.

Depois disso, encontrei-me com um amigo que havia
falecido no ano passado, e tão gentilmente veio trazer
o convite para sua missa de sétimo dia que vai ser
ontem. A missa foi feita no clube, com a orquestra do
local, e quando lá cheguei o baile já havia começado.

Depois disso, corri vagarosamente bem depressa para
minha casa. Passei a noite em claro, pois esqueci de
apagar a luz.

Logo, as dez horas da madrugada, fui acordado por dois
homens de nomes iguais: Ladrão.
Os quais eu ajudei a levar os meus móveis para o
caminhão e deixei minha casa muito mais leve.
Agradeci e entrei pela porta dos fundos que ficava na
frente, e quando eu estava lá dentro lembrei-me que
tinha entrado sem abrir a porta.

Deitei-me num cabide e coloquei a roupa em cima da
cama, onde dormi um sono. Sonhei que estava acordado,
e quando acordei vi que estava dormindo.

No outro dia, bem cedo, à noite, tomei um banho de
lama, fiz a barba com o liquidificador, e fui para o
banheiro, onde foi servido o almoço. Lavei a boca com
o molho, pois tinha comido o guardanapo e limpado a
boca com o bife.

Depois, fui para meu quarto vestir-me. Botei o paletó
nos pés, a calça nas costas, a meia na cabeça, e saí
pelas ruas da cidade.

Todos admiravam minha elegância!
Fui ao veterinário, o qual me disse que estava com a
língua do sapato estragada.
Saí dali, montei em minhas costas, e saí galopando
pelas ruas do deserto, no qual coloquei-me a chocar-me
com uma árvore, enquanto ela, com frutos de toda
espécie, era verde, e fui parar na porta de minha
casa.

Entrei pela janela, saí novamente, e fui para a
praça, onde todos passavam. Os homens de biquíni e as
mulheres de calção.

Andei, andei, andei, e quando parei, vi que não tinha
saído do lugar.
Tomei um táxi, o qual eu mesmo dirigia. Os cavalos
eram três: Um na frente e outro atrás.
Parei num posto, tomei um litro de gasolina, e
coloquei uma garrafa de coca-cola no tanque do cavalo.
Subí e continuei minha viagem.

Sozinho, a meu lado, um cego lia um jornal sem letras
e de ponta cabeça, escrito de trás para frente, no
qual dizia que os quatro profetas do mundo são apenas
três: Jacó e Jeremias.

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